Quando pensamos em radiação ultravioleta e câncer de pele, é comum imaginar praias, verão intenso e regiões conhecidas por receber muito sol durante boa parte do ano. Esse raciocínio parece intuitivo, mas pode criar uma falsa sensação de segurança para quem vive em locais de clima mais frio, passa parte do ano enfrentando temperaturas baixas ou acredita que dias nublados representam ausência de exposição relevante.
Um estudo publicado em 2023 na revista científica Cureus ajuda a questionar essa percepção. Os pesquisadores analisaram dados entre 2010 e 2017 nos Estados Unidos e procuraram entender se os níveis de radiação ultravioleta estavam relacionados à incidência de carcinoma espinocelular cutâneo da cabeça e pescoço e carcinoma de células de Merkel. Um ponto interessante é que o estudo incluiu localidades localizadas fora da região tradicionalmente conhecida como sunbelt, ou “cinturão do sol”. PubMed Central (PMC)
Os resultados não significam que o índice UV, sozinho, determine quem desenvolverá câncer. Também não permitem afirmar que um aumento observado durante poucos anos seja responsável diretamente por cada caso diagnosticado. O próprio estudo é apresentado pelos autores como exploratório e possui limitações importantes.
Ainda assim, ele reforça algo que já conhecemos na prática médica: a radiação ultravioleta não deixa de existir porque o clima está agradável, porque estamos longe de uma praia ou porque vivemos em uma região considerada menos quente.
O que os pesquisadores quiseram descobrir?
O estudo partiu de uma observação ambiental. Dados anteriores indicavam mudanças nos níveis de radiação ultravioleta que alcançam determinadas regiões dos Estados Unidos, inclusive em latitudes mais elevadas.
Os pesquisadores então perguntaram se essas variações poderiam apresentar alguma relação com a incidência de dois cânceres de pele específicos.
Foram avaliados dados do índice UV obtidos da National Oceanic and Atmospheric Administration, a NOAA, e informações sobre câncer provenientes do programa SEER, mantido pelo National Cancer Institute dos Estados Unidos.
A análise reuniu nove localidades com dados suficientes, sendo algumas situadas dentro do sunbelt e outras fora dessa região. Para o estudo, as localidades fora do cinturão foram definidas principalmente por latitudes superiores a 40 graus. PubMed Central (PMC)
O foco ficou no carcinoma espinocelular cutâneo da cabeça e pescoço e no carcinoma de células de Merkel porque eram os dois tipos disponíveis de maneira adequada para aquela análise no banco utilizado. Isso é importante: o estudo não incluiu o carcinoma basocelular, que é extremamente frequente.
O que significa índice UV acima de 3?
O índice ultravioleta é uma maneira de representar a intensidade da radiação UV que chega à superfície e pode provocar danos à pele.
Na pesquisa, os autores observaram especificamente a porcentagem de dias do ano em que o índice UV era superior a 3.
Durante o período estudado, a proporção média de dias com índice UV acima desse valor aumentou tanto nas localidades do cinturão do sol quanto nas áreas fora dele. Paralelamente, houve aumento na incidência combinada dos dois tumores analisados, embora o carcinoma de células de Merkel, quando considerado isoladamente, não tenha apresentado aumento naquele intervalo. PubMed Central (PMC)
Esse detalhe é fundamental para interpretar o artigo de maneira correta. A elevação do resultado combinado foi influenciada principalmente pelo carcinoma espinocelular cutâneo da cabeça e pescoço, que é muito mais frequente do que o carcinoma de Merkel.
Qual foi a principal descoberta do estudo?
Na análise estatística dos pesquisadores, dois fatores ambientais apresentaram associação significativa com a incidência combinada dos tumores: morar em uma das localidades classificadas como fora do sunbelt e a porcentagem de dias com índice UV superior a 3.
Também apareceram associações com características demográficas, entre elas maior proporção de pessoas brancas e maior proporção de homens na população avaliada. PubMed Central (PMC)
O resultado chama atenção porque desafia a ideia de que cânceres relacionados à exposição solar seriam principalmente uma preocupação das regiões tradicionalmente ensolaradas.
Entretanto, associação não significa causalidade direta.
Os pesquisadores não acompanharam individualmente quanto tempo cada participante passava ao sol, se utilizava protetor solar, qual era sua profissão ou quais exposições havia acumulado ao longo de décadas.
Estamos falando de uma análise populacional que relacionou dados ambientais e registros de câncer. Ela ajuda a identificar padrões e gerar hipóteses, mas não consegue explicar todos os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de cada tumor.
O câncer de pele é resultado de exposição acumulada
Quando falamos especialmente do carcinoma espinocelular, precisamos lembrar que o dano causado pela radiação ultravioleta pode se acumular durante anos.
Isso significa que o diagnóstico feito hoje não reflete exclusivamente o sol recebido na última semana ou no último verão.
O INCA aponta a exposição cumulativa à radiação ultravioleta, principalmente proveniente do sol ou de câmaras de bronzeamento, como um dos principais fatores relacionados ao câncer de pele não melanoma. Pessoas que trabalham frequentemente ao ar livre também apresentam exposição ocupacional relevante. Serviços e Informações do Brasil
Por isso, hábitos repetidos contam.
A pessoa que se expõe ao sol durante pequenas atividades todos os dias pode acumular uma dose importante ao longo da vida, mesmo que raramente passe uma tarde inteira na praia.
Dirigir, caminhar, cuidar de uma propriedade rural, trabalhar na construção, praticar esporte ou permanecer diariamente em ambientes externos são exemplos de situações que entram nessa conta.
O que é o carcinoma espinocelular cutâneo?
O carcinoma espinocelular, também chamado de carcinoma de células escamosas da pele, é um dos principais tipos de câncer de pele não melanoma.
Ele surge a partir das células escamosas da epiderme e apresenta forte relação com exposição cumulativa à radiação ultravioleta.
Pode aparecer como uma lesão avermelhada, área endurecida ou descamativa, ferida que não cicatriza, crosta persistente ou alteração que cresce progressivamente.
Muitos casos podem ser tratados adequadamente quando diagnosticados cedo. Entretanto, determinados tumores apresentam maior risco de invasão local, recorrência e disseminação para linfonodos.
Localização, tamanho, profundidade, diferenciação histológica, imunossupressão e outros fatores ajudam a definir o risco.
Por que o estudo avaliou especificamente cabeça e pescoço?
A cabeça e o pescoço estão entre as áreas mais expostas ao sol ao longo da vida.
Rosto, couro cabeludo, orelhas e pescoço recebem radiação durante atividades cotidianas, muitas vezes sem que a pessoa perceba essa exposição como um evento relevante.
Para mim, como médico especialista em cabeça e pescoço, esse ponto merece atenção especial porque tumores localizados nessas regiões também podem envolver estruturas anatômicas importantes.
Um carcinoma espinocelular pequeno e superficial é muito diferente de uma lesão que cresce próxima à orelha, aos lábios, ao nariz, ao couro cabeludo ou a estruturas profundas.
Em casos mais complexos, o tratamento pode exigir planejamento conjunto entre diferentes especialistas para controlar o tumor preservando, sempre que possível, função e estruturas saudáveis.
E o carcinoma de células de Merkel?
O carcinoma de células de Merkel é muito mais raro, mas também merece atenção porque pode apresentar comportamento agressivo.
O National Cancer Institute descreve maior incidência em regiões com níveis mais elevados de radiação ultravioleta B. Entre os fatores associados estão idade avançada, pele clara, imunossupressão e exposição à radiação UV. Instituto Nacional do Câncer
Existe ainda uma relação importante com o poliomavírus de células de Merkel em parte dos casos, o que mostra novamente que o surgimento de um câncer dificilmente pode ser explicado por um único fator.
O estudo da Cureus não encontrou aumento isolado na incidência desse tumor entre 2010 e 2017. Como ele é raro, sua contribuição para o resultado combinado foi bem menor do que a do carcinoma espinocelular. PubMed Central (PMC)
Portanto, não seria correto interpretar o trabalho como prova de que a elevação recente do índice UV provocou aumento do carcinoma de Merkel.
Morar em região fria protege do câncer de pele?
Não podemos fazer essa afirmação.
Temperatura e radiação ultravioleta não são a mesma coisa.
Podemos sentir frio e ainda receber radiação UV. Também podemos permanecer ao ar livre em dias nublados sem perceber a intensidade da exposição.
É por isso que o estudo é interessante do ponto de vista de prevenção. Os autores mostram que observar apenas a ideia de “região ensolarada” pode simplificar demais um problema que depende de diferentes variáveis ambientais e individuais. PubMed Central (PMC)
O Brasil acrescenta outra camada a essa discussão. Temos grande extensão territorial, diferentes altitudes, climas variados e uma população com hábitos de exposição bastante distintos.
Não podemos simplesmente pegar os resultados obtidos em nove localidades norte-americanas e aplicá-los diretamente à população brasileira. Essa seria uma extrapolação inadequada.
O que podemos fazer é combinar o alerta do estudo com evidências nacionais já estabelecidas.
O INCA considera a exposição solar excessiva o principal fator de risco para câncer de pele e destaca que a radiação pode chegar às pessoas diretamente, de forma dispersa pelo céu e por reflexão no ambiente. Serviços e Informações do Brasil
Altitude, superfícies e ambiente também influenciam a exposição
O risco relacionado ao sol não depende apenas da temperatura.
O INCA chama atenção, por exemplo, para a altitude. Segundo o instituto, a cada aproximadamente 300 metros de elevação há aumento de cerca de 4% na intensidade da vermelhidão provocada pela luz ultravioleta na pele. Superfícies como areia clara e neve também podem refletir radiação. Serviços e Informações do Brasil
Isso ajuda a entender por que aquela sensação de “não está tão quente” é uma péssima ferramenta para decidir se existe necessidade de proteção.
Da mesma forma, uma tarde nublada não deve ser interpretada automaticamente como ausência de UV.
O comportamento mais seguro é considerar o contexto de exposição e incorporar medidas de proteção de maneira habitual.
Trabalhar ao ar livre aumenta a atenção necessária
Agricultores, trabalhadores da construção civil, pescadores, carteiros, profissionais de limpeza urbana e outras pessoas que passam grande parte da jornada em ambientes externos podem acumular exposição significativa.
O INCA identifica a radiação solar como o principal fator de risco ocupacional para câncer de pele não melanoma entre trabalhadores ao ar livre. Serviços e Informações do Brasil
Isso transforma a prevenção em algo que ultrapassa a decisão individual de usar protetor solar.
Precisamos pensar também em organização de horários, disponibilidade de sombra, roupas adequadas, chapéus, óculos com proteção UV e políticas de saúde ocupacional.
Para alguém que trabalha oito horas no sol, falar apenas “use filtro solar” simplifica demais a realidade.
A proteção precisa combinar diferentes estratégias
O INCA recomenda evitar exposição ao sol sempre que possível nos períodos de maior intensidade, procurar sombra e utilizar barreiras físicas, como chapéus, óculos escuros e roupas que cubram a pele. O protetor solar complementa essas medidas. Serviços e Informações do Brasil
Também é importante compreender que o protetor não deve ser utilizado para justificar aumento do tempo de exposição.
Essa combinação faz mais sentido porque nenhuma medida isolada é perfeita.
Buscar sombra reduz exposição. Roupas criam uma barreira física. O protetor protege áreas que permanecem expostas. E mudanças de horário podem reduzir a dose recebida ao longo do dia.
O índice UV pode ser útil no cotidiano?
Sim.
A principal vantagem do índice UV é transformar algo que não enxergamos em uma informação mais fácil de interpretar.
Diferentemente da temperatura, que percebemos imediatamente, a radiação ultravioleta não provoca uma sensação instantânea proporcional ao risco.
Consultar o índice UV pode ajudar no planejamento de atividades externas, principalmente quando será necessário permanecer por longos períodos ao ar livre.
Mas não precisamos transformar esse número em motivo para abandonar hábitos preventivos nos dias em que o índice estiver um pouco menor.
Para pessoas que já apresentaram câncer de pele, possuem histórico de lesões pré-cancerosas ou acumulam outros fatores de risco, o acompanhamento individualizado continua essencial.
Quais alterações na pele merecem avaliação?
A prevenção não termina na proteção solar.
Diagnóstico precoce também é parte importante do cuidado.
Feridas que não cicatrizam, lesões que sangram repetidamente, áreas endurecidas, descamativas ou crostosas, alterações que crescem progressivamente ou qualquer lesão nova que persista devem ser avaliadas.
Isso não significa que toda alteração seja câncer.
Muitas condições benignas apresentam aparência semelhante. Justamente por isso, tentar adivinhar apenas olhando uma fotografia ou pesquisando imagens na internet não substitui o exame médico.
Quando existe indicação, a biópsia e a análise anatomopatológica permitem estabelecer o diagnóstico.
Em lesões da face, couro cabeludo, orelhas e pescoço, principalmente quando maiores, recorrentes ou profundas, pode ser necessária avaliação multidisciplinar, inclusive com um médico especialista em cabeça e pescoço.
O que o estudo não consegue provar?
Essa talvez seja uma das partes mais importantes ao interpretar uma pesquisa.
Os próprios autores reconhecem limitações nos bancos de dados utilizados. A análise também não incluiu carcinoma basocelular. Além disso, o período de oito anos é relativamente curto quando pensamos em doenças relacionadas a exposição acumulada durante décadas. PubMed Central (PMC)
O trabalho identificou associações populacionais.
Ele não demonstra que uma pessoa desenvolveu câncer porque viveu um determinado número de dias com índice UV acima de 3.
Também não considera individualmente profissão, comportamento de exposição, proteção solar, genética, histórico de queimaduras, imunossupressão e várias outras características.
Os pesquisadores afirmam que estudos prospectivos realizados durante períodos maiores são necessários para entender melhor a relevância clínica dessas associações. PubMed Central (PMC)
Essa cautela não diminui o valor do estudo. Pelo contrário, mostra como devemos consumir ciência: observando o resultado, mas também entendendo exatamente até onde ele permite chegar.
A principal mensagem é não subestimar a exposição cotidiana
Talvez o aspecto mais útil dessa pesquisa seja lembrar que radiação ultravioleta e câncer de pele não são assuntos restritos ao verão, à praia ou às regiões mais quentes do planeta.
A exposição acontece ao longo da vida e se soma.
O estudo norte-americano encontrou associação entre maior quantidade de dias com índice UV acima de 3 e maior incidência combinada de carcinoma espinocelular cutâneo da cabeça e pescoço e carcinoma de células de Merkel, inclusive considerando localidades fora do tradicional cinturão do sol. PubMed Central (PMC)
Isso não significa viver com medo do sol.
Significa construir uma relação mais consciente com a exposição.
Proteção física, sombra, planejamento dos horários, filtro solar e atenção às alterações da pele são medidas relativamente simples quando comparadas à complexidade que um câncer avançado pode representar.
Para quem trabalha diariamente em ambientes externos, a prevenção precisa fazer parte da rotina profissional. Para quem já teve câncer de pele, o acompanhamento deve seguir a orientação médica individual.
E, diante de uma lesão persistente na cabeça ou no pescoço, principalmente quando cresce, sangra ou não cicatriza, vale procurar avaliação.
Como médico especialista em cabeça e pescoço, reforço que reconhecer uma alteração mais cedo pode permitir abordagens menos extensas e facilitar o planejamento do tratamento.
A geografia pode influenciar a exposição, mas não deve determinar se vamos nos proteger ou não. Mesmo longe de uma região famosa pelo sol, a radiação ultravioleta continua fazendo parte do ambiente. O cuidado também deve fazer parte.
Perguntas frequentesA radiação ultravioleta causa câncer de pele?
A exposição excessiva e cumulativa à radiação ultravioleta é um dos principais fatores de risco conhecidos para câncer de pele. Entretanto, o desenvolvimento de um tumor também depende de características individuais, genéticas, imunológicas e outros fatores. Serviços e Informações do Brasil
Posso ter exposição relevante aos raios UV mesmo em uma região fria?
Sim. Temperatura e intensidade da radiação ultravioleta são coisas diferentes. Uma região pode apresentar temperaturas baixas e ainda ter períodos de exposição UV relevante.
Dias nublados eliminam o risco da radiação ultravioleta?
Não. A presença de nuvens pode modificar a quantidade de radiação que chega à superfície, mas não significa ausência de raios UV. A prevenção não deve depender apenas da percepção de calor ou luminosidade.
O que é carcinoma espinocelular da pele?
É um câncer originado nas células escamosas da epiderme. A exposição acumulada à radiação ultravioleta representa um de seus principais fatores de risco. Muitos casos podem ser tratados adequadamente quando detectados precocemente.
O que é carcinoma de células de Merkel?
É um câncer de pele raro, com comportamento potencialmente agressivo. Idade avançada, imunossupressão, pele clara e exposição à radiação UV estão entre os fatores associados ao risco. Instituto Nacional do Câncer
Quando procurar um médico especialista em cabeça e pescoço?
A participação desse especialista pode ser necessária principalmente quando tumores da face, couro cabeludo, orelhas ou pescoço são extensos, profundos, recorrentes, envolvem estruturas importantes ou apresentam suspeita de disseminação para linfonodos.
O protetor solar sozinho é suficiente?
Não deve ser a única estratégia. Sombra, roupas, chapéus, óculos, redução da exposição nos períodos de maior intensidade e protetor solar funcionam melhor de maneira combinada. Serviços e Informações do Brasil
“A exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele.”
Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Estudo que relacionou índice UV e incidência de cânceres de pele
O estudo publicado na Cureus avaliou dados ambientais e registros de câncer entre 2010 e 2017. Os autores observaram aumento na porcentagem de dias com índice UV acima de 3 e encontraram associação desse indicador com a incidência combinada de carcinoma espinocelular cutâneo da cabeça e pescoço e carcinoma de células de Merkel. O artigo enfatiza que se trata de uma análise exploratória e que estudos mais longos são necessários. PubMed Central (PMC)
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10328426/
Artigo original publicado na Cureus
A publicação original apresenta a metodologia, as localidades analisadas, as informações provenientes dos bancos NOAA e SEER, os resultados estatísticos e as limitações da pesquisa.
https://www.cureus.com/articles/159539-correlation-of-ultraviolet-radiation-levels-with-the-incidence-of-cutaneous-squamous-cell-and-merkel-cell-carcinomas-in-non-sunbelt-locales-in-the-united-states-2010-2017 Cureus
Exposição solar como fator de risco para câncer de pele
O INCA classifica a exposição solar excessiva como o principal fator de risco para câncer de pele e chama atenção para a exposição direta, dispersa e refletida. Também destaca a importância do padrão cumulativo de exposição ao longo da vida. Serviços e Informações do Brasil
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/exposicao-solar
Como reduzir a exposição aos raios UV
O INCA recomenda combinar diferentes formas de proteção: evitar exposição quando possível nos períodos de maior intensidade, procurar sombra, utilizar roupas, chapéus e óculos e complementar essas medidas com protetor solar. Serviços e Informações do Brasil
Fatores de risco para câncer de pele não melanoma
O material do INCA voltado aos profissionais de saúde lista exposição cumulativa aos raios UV, pele clara, histórico pessoal ou familiar e determinadas exposições ocupacionais entre os fatores associados ao câncer de pele não melanoma. A radiação solar merece atenção particular para pessoas que trabalham ao ar livre. Serviços e Informações do Brasil
Radiação ultravioleta e carcinoma de células de Merkel
O National Cancer Institute informa que a incidência do carcinoma de células de Merkel já foi descrita como maior em regiões geográficas com níveis mais elevados de radiação UVB. Também destaca imunossupressão e envelhecimento entre os fatores relevantes para esse tumor. Instituto Nacional do Câncer
https://www.cancer.gov/types/skin/hp/merkel-cell-treatment-pdq