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Câncer de pele 30 out 2026 16 min de leitura

Vacina contra o câncer de pele: Moderna e Merck apresentam avanços no tratamento do melanoma

A notícia publicada pela CNBC em junho de 2023 trouxe os primeiros resultados promissores de uma vacina personalizada contra o melanoma, desenvolvida pela Moderna em parceria com a Merck. Desde então, a pesquisa avançou significativamente. Em outubro de 2026, resultados do estudo de fase 3 INTerpath-001, apresentados no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), demonstraram que a associação da vacina experimental ao Keytruda (pembrolizumabe) reduziu em 42% o risco relativo de recorrência do melanoma ou morte e em 38% o risco de metástase à distância ou morte, quando comparada ao uso isolado do medicamento.

Vacina contra o câncer de pele: Moderna e Merck apresentam avanços no tratamento do melanoma

Uma nova possibilidade no tratamento do câncer de pele

O tratamento do câncer de pele está passando por transformações importantes. Nos últimos anos, o desenvolvimento de imunoterapias e tratamentos personalizados ampliou as possibilidades para pacientes diagnosticados com melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele.

Entre essas inovações está uma vacina experimental desenvolvida pela Moderna em parceria com a Merck. Diferentemente das vacinas tradicionais, utilizadas para prevenir doenças infecciosas, essa tecnologia busca estimular o sistema imunológico a reconhecer características específicas das células cancerígenas.

A proposta é oferecer um tratamento personalizado, produzido a partir das informações genéticas do tumor de cada paciente.

Os resultados apresentados em estudos clínicos indicam que essa estratégia, quando combinada ao medicamento Keytruda, pode diminuir o risco de o melanoma retornar ou se espalhar para outras partes do organismo após a cirurgia.

Embora seja um avanço relevante, é fundamental compreender que a pesquisa não representa uma cura definitiva para o câncer de pele. Trata-se de uma abordagem terapêutica investigacional, destinada a situações clínicas específicas e que ainda depende de avaliações regulatórias para sua utilização rotineira.

O que é melanoma e por que esse câncer de pele preocupa?

O melanoma é um câncer que se desenvolve a partir dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele.

Apesar de ser menos frequente que outros tipos de câncer de pele, como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, o melanoma merece atenção especial por sua capacidade de provocar metástases.

Isso acontece quando células cancerígenas deixam o tumor original e alcançam outras regiões do organismo, podendo comprometer linfonodos, pulmões, fígado, cérebro e outros órgãos.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para melhorar as perspectivas de tratamento. Quando identificado em fases iniciais, o melanoma frequentemente pode ser tratado por meio de cirurgia.

Entretanto, em estágios mais avançados ou quando apresenta características de alto risco, pode ser necessário associar outras modalidades terapêuticas.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para o Brasil é de aproximadamente 9.360 novos casos de melanoma por ano no período de 2026 a 2028.

INCA+1

Como funciona a vacina contra o melanoma desenvolvida pela Moderna?

A vacina experimental, chamada intismeran autogene, anteriormente conhecida como mRNA-4157 ou V940, utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).

Seu funcionamento é diferente daquele observado nas vacinas convencionais.

Primeiramente, os pesquisadores analisam o material genético do tumor do paciente. Esse processo permite identificar mutações que originam proteínas anormais, conhecidas como neoantígenos.

Essas proteínas podem funcionar como sinais que diferenciam as células cancerígenas das células saudáveis.

Com base nessas informações, é desenvolvida uma formulação personalizada de RNA mensageiro, contendo instruções para que o organismo produza determinados fragmentos desses neoantígenos.

O objetivo é estimular as células de defesa, especialmente os linfócitos T, a reconhecer e combater células que apresentem essas características.

Cada formulação é produzida individualmente, considerando as particularidades do tumor analisado.

A tecnologia representa uma das principais linhas de investigação da medicina personalizada, área que procura adaptar tratamentos às características biológicas de cada paciente.

PubMed+1

Qual é a função do Keytruda nessa combinação?

O Keytruda, nome comercial do pembrolizumabe, é um medicamento utilizado na imunoterapia contra diferentes tipos de câncer, incluindo o melanoma.

Seu mecanismo de ação envolve o bloqueio da proteína PD-1, presente em determinadas células do sistema imunológico.

Em condições normais, essa proteína participa dos mecanismos que controlam a intensidade da resposta imunológica, ajudando a evitar reações excessivas.

Entretanto, algumas células tumorais conseguem explorar esse sistema de regulação para diminuir a capacidade de defesa do organismo.

O pembrolizumabe bloqueia essa interação, permitindo que determinadas células imunológicas mantenham sua atividade contra o câncer.

Quando associado à vacina experimental, o tratamento reúne duas estratégias complementares.

Enquanto a vacina busca orientar o sistema imunológico a reconhecer características específicas do melanoma, o pembrolizumabe procura reduzir os mecanismos que dificultam essa resposta.

Essa associação é considerada uma possibilidade promissora para diminuir a recorrência da doença após a retirada cirúrgica do tumor.

O que os estudos científicos descobriram sobre a vacina contra o câncer?

Os primeiros resultados relevantes foram divulgados em 2023, a partir do estudo clínico KEYNOTE-942, que avaliou a combinação da vacina personalizada com pembrolizumabe.

A pesquisa envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco que haviam passado pela retirada cirúrgica completa do tumor.

Os participantes foram divididos entre aqueles que receberam apenas pembrolizumabe e aqueles tratados com a combinação das duas terapias.

Os resultados iniciais indicaram uma melhora no período sem recorrência do melanoma entre os pacientes que receberam a vacina experimental.

Em junho de 2026, uma análise com aproximadamente cinco anos de acompanhamento demonstrou uma redução relativa de 49% no risco de recorrência ou morte e de 59% no risco de metástase à distância ou morte.

Esses resultados contribuíram para fortalecer o interesse científico na tecnologia.

Entretanto, por envolver um número limitado de participantes, o estudo precisava ser complementado por pesquisas maiores, capazes de avaliar a eficácia e a segurança da combinação em uma população mais ampla.

PubMed+1

Resultados de 2026: o que mudou com o estudo de fase 3?

O estudo INTerpath-001 representou uma etapa importante no desenvolvimento da vacina contra o melanoma.

A pesquisa incluiu 1.137 pacientes com melanoma cutâneo de alto risco, em estágios IIB a IV, submetidos à remoção cirúrgica completa do tumor.

Os participantes receberam pembrolizumabe associado à vacina personalizada ou pembrolizumabe associado a placebo.

Após um acompanhamento mediano de 24,6 meses, os pesquisadores identificaram uma redução relativa de 42% no risco de recorrência ou morte entre os pacientes tratados com a combinação.

Também foi observada uma redução relativa de 38% no risco de metástase à distância ou morte.

Em dois anos, aproximadamente 82,2% dos pacientes que receberam a combinação permaneciam vivos e sem recorrência, contra 70% no grupo tratado apenas com pembrolizumabe.

Esses números indicam um benefício clínico relevante, mas não significam que todos os pacientes tratados estarão livres da doença.

A pesquisa continua acompanhando os participantes para esclarecer os efeitos sobre a sobrevida global em longo prazo.

The ASCO Post+1

A vacina contra o melanoma já pode ser utilizada?

Uma das principais dúvidas relacionadas à vacina contra o câncer de pele é sua disponibilidade para os pacientes.

É importante diferenciar resultados positivos de pesquisas clínicas da aprovação para utilização na prática médica.

Embora os estudos de fase 3 tenham apresentado dados favoráveis, o intismeran autogene continua sendo uma terapia investigacional na atualização deste artigo.

Antes de integrar os tratamentos disponíveis rotineiramente, uma nova terapia precisa passar por avaliações de eficácia, segurança, qualidade de fabricação e critérios regulatórios.

No Brasil, sua eventual utilização comercial dependerá de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A disponibilidade também poderá variar conforme o país, o avanço das análises regulatórias e as indicações médicas aprovadas.

Pacientes interessados nessa tecnologia devem conversar com a equipe responsável pelo tratamento sobre estudos clínicos em andamento e possibilidades adequadas ao seu caso.

Resultados promissores não justificam abandonar tratamentos já estabelecidos ou adiar cuidados recomendados.

Quem poderá se beneficiar desse tratamento personalizado?

Os estudos mais recentes concentraram-se em pacientes com melanoma cutâneo de alto risco que passaram pela retirada cirúrgica completa do tumor.

Esse detalhe é importante porque a vacina foi investigada principalmente como tratamento adjuvante.

O tratamento adjuvante é realizado após a terapia principal, geralmente a cirurgia, com o objetivo de diminuir a possibilidade de retorno da doença.

Mesmo quando o tumor visível é completamente removido, podem permanecer células cancerígenas microscópicas que não são identificadas pelos exames convencionais.

A imunoterapia adjuvante procura combater essas células e reduzir a probabilidade de recorrência.

Entretanto, nem todos os pacientes com melanoma necessitam desse tipo de tratamento.

A indicação depende do estadiamento, das características do tumor, das condições clínicas, dos riscos associados e das recomendações da equipe especializada.

Por isso, a descoberta de uma nova tecnologia não modifica automaticamente o tratamento de todos os casos de câncer de pele.

Quais são os possíveis efeitos colaterais da vacina?

A segurança é uma das questões fundamentais no desenvolvimento de qualquer tratamento contra o câncer.

No estudo de fase 3, os pesquisadores observaram que a combinação da vacina personalizada com pembrolizumabe apresentou efeitos adversos, em sua maioria compatíveis com o perfil conhecido dessas terapias.

Entre as manifestações mais frequentes estavam febre, dor no local da aplicação e fadiga.

A febre foi relatada por aproximadamente 52% dos participantes que receberam a combinação, enquanto a dor no local da injeção ocorreu em cerca de 51%.

Eventos adversos de grau 3 ou superior, considerando todas as causas, foram registrados em aproximadamente 23,6% dos pacientes tratados com a combinação e 20,3% daqueles que receberam pembrolizumabe isoladamente.

Além disso, o pembrolizumabe pode provocar reações imunológicas que afetam órgãos saudáveis, exigindo acompanhamento médico.

Esses dados mostram que os benefícios precisam ser avaliados em conjunto com os riscos, especialmente quando se considera um tratamento destinado a reduzir a recorrência da doença.

The ASCO Post+1

A vacina representa a cura definitiva do câncer de pele?

Apesar do entusiasmo gerado pelos resultados, ainda não é possível afirmar que essa vacina representa a cura definitiva do melanoma.

A redução no risco de recorrência é um resultado importante, mas não equivale à eliminação completa da possibilidade de a doença retornar.

Além disso, os pesquisadores ainda precisam esclarecer se os benefícios observados se traduzirão em uma melhora significativa na sobrevida global dos pacientes.

Também é necessário compreender quais grupos apresentam maior benefício e por quanto tempo a resposta imunológica poderá permanecer ativa.

Outro aspecto relevante é que o câncer não constitui uma única doença.

Diferentes tumores apresentam características genéticas, comportamentos biológicos e respostas terapêuticas distintas.

Por esse motivo, os resultados positivos em pacientes com melanoma não podem ser automaticamente aplicados a outros tipos de câncer.

A principal contribuição dessa pesquisa é demonstrar que a combinação de imunoterapia e medicina personalizada pode oferecer novas estratégias para enfrentar tumores de alto risco.

Quais são os sinais de alerta do melanoma?

Enquanto novas terapias são desenvolvidas, reconhecer precocemente os sinais do câncer de pele continua sendo fundamental.

O melanoma pode surgir em uma pinta preexistente ou aparecer como uma nova lesão pigmentada.

Uma ferramenta utilizada para orientar a identificação de alterações suspeitas é a regra ABCDE.

A letra A corresponde à assimetria, quando as metades de uma lesão apresentam formatos diferentes.

A letra B representa bordas irregulares, mal definidas ou com contornos diferentes.

A letra C indica alterações de cor, especialmente quando uma mesma pinta apresenta várias tonalidades.

A letra D está relacionada ao diâmetro, principalmente lesões superiores a seis milímetros, embora melanomas menores também possam ocorrer.

A letra E representa evolução, ou seja, mudanças no tamanho, na forma, na cor ou nos sintomas.

Lesões que sangram, crescem, coçam persistentemente ou apresentam transformações devem ser avaliadas por um profissional habilitado.

INCA

O diagnóstico precoce pode fazer diferença no tratamento?

O diagnóstico precoce do melanoma está diretamente relacionado às possibilidades de tratamento e ao prognóstico do paciente.

Quando identificado antes de se espalhar para estruturas profundas ou outros órgãos, frequentemente é possível realizar a remoção cirúrgica com intenção curativa.

O processo diagnóstico começa pela avaliação clínica da lesão suspeita, considerando suas características, histórico de evolução e fatores de risco.

A dermatoscopia pode auxiliar na observação de estruturas que não são facilmente visualizadas a olho nu.

Quando existe suspeita de malignidade, pode ser indicada uma biópsia para análise anatomopatológica.

Esse exame permite confirmar o diagnóstico e identificar características que contribuem para definir a gravidade da doença.

Em determinados casos, outros exames são necessários para avaliar a extensão do melanoma.

A conduta deve ser individualizada, considerando as informações clínicas e os resultados disponíveis.

Mesmo com os avanços tecnológicos, a identificação de lesões suspeitas permanece uma das estratégias mais importantes para evitar diagnósticos em fases avançadas.

Como prevenir o câncer de pele e reduzir os fatores de risco?

A prevenção do câncer de pele envolve principalmente medidas destinadas a diminuir a exposição excessiva à radiação ultravioleta.

A exposição solar intensa, especialmente quando acompanhada de queimaduras, está associada ao aumento do risco de melanoma.

Por isso, recomendo incorporar hábitos de fotoproteção à rotina, independentemente da estação do ano.

Entre os principais cuidados estão a utilização de protetor solar adequado, a preferência por locais com sombra e o uso de roupas que protejam a pele.

Chapéus de abas largas e óculos com proteção contra radiação ultravioleta também contribuem para reduzir a exposição.

O protetor solar deve ser reaplicado conforme as orientações do fabricante, especialmente após transpiração intensa, banho ou contato com a água.

Outra medida importante é evitar câmaras de bronzeamento artificial.

Pessoas com histórico familiar de melanoma, múltiplas pintas ou diagnóstico anterior de câncer de pele podem necessitar de acompanhamento individualizado.

A prevenção não elimina completamente o risco, mas contribui para reduzi-lo.

INCA+1

O acompanhamento médico continua necessário após o tratamento?

Pacientes que já receberam diagnóstico de melanoma precisam compreender a importância do acompanhamento após a conclusão do tratamento inicial.

Mesmo quando o tumor é removido completamente, existe a possibilidade de recorrência, cujo risco varia conforme as características da doença.

Por isso, o seguimento médico pode incluir avaliações clínicas, exames de imagem e investigação de alterações suspeitas.

A frequência dessas consultas depende do estadiamento, do histórico do paciente e das recomendações estabelecidas pela equipe assistente.

Também é importante observar a pele e comunicar o aparecimento de novas lesões ou mudanças em pintas existentes.

O acompanhamento permite identificar possíveis sinais de retorno da doença e avaliar efeitos relacionados aos tratamentos realizados.

No contexto das novas imunoterapias, esse seguimento também contribui para compreender a resposta individual e identificar possíveis complicações.

A participação ativa do paciente, associada a uma comunicação clara com os profissionais responsáveis, constitui parte essencial do cuidado oncológico.

O futuro do tratamento do melanoma e da medicina personalizada

Os resultados da vacina experimental desenvolvida pela Moderna e pela Merck representam um avanço importante na pesquisa sobre o tratamento do melanoma.

A possibilidade de produzir uma terapia baseada nas mutações específicas de cada tumor demonstra como a medicina está avançando em direção a abordagens cada vez mais individualizadas.

Entretanto, a aplicação dessas tecnologias exige estudos rigorosos, acompanhamento prolongado e avaliação cuidadosa dos benefícios e riscos.

Os próximos anos deverão ajudar a esclarecer o impacto dessa estratégia sobre a sobrevida dos pacientes e sua possível utilização em outras doenças oncológicas.

Enquanto essas respostas são construídas, a prevenção, o reconhecimento dos sinais suspeitos e o diagnóstico precoce continuam indispensáveis.

Como médico, considero fundamental acompanhar os avanços científicos sem perder de vista aquilo que já sabemos funcionar: identificar alterações precocemente, orientar adequadamente cada paciente e estabelecer tratamentos baseados em evidências.

A inovação amplia possibilidades, mas o cuidado individualizado continua sendo o centro de toda decisão médica.

Perguntas frequentes (FAQ)

A vacina da Moderna contra o câncer de pele já está disponível no Brasil?

Até outubro de 2026, o intismeran autogene permanece em investigação clínica e não integra os tratamentos rotineiramente aprovados no Brasil. Sua eventual disponibilização dependerá da análise dos órgãos reguladores, incluindo a Anvisa.

A vacina contra o melanoma pode substituir a cirurgia?

Não. Nos estudos apresentados, a vacina foi utilizada principalmente após a retirada cirúrgica completa do melanoma, como tratamento adjuvante. O objetivo é reduzir o risco de a doença retornar, e não substituir a cirurgia quando ela está indicada.

Qual é a diferença entre a vacina contra o melanoma e a imunoterapia?

A vacina personalizada procura estimular o reconhecimento de proteínas específicas do tumor pelo sistema imunológico. Já a imunoterapia com pembrolizumabe atua bloqueando mecanismos que dificultam a ação das células de defesa. A combinação busca potencializar a resposta imunológica contra o câncer.

A vacina contra o melanoma pode prevenir o câncer de pele em pessoas saudáveis?

Não. A vacina experimental foi desenvolvida para o tratamento de pacientes que já receberam diagnóstico de melanoma. Ela não é indicada para prevenir o aparecimento do câncer de pele na população saudável.

A combinação da vacina com Keytruda elimina o risco de metástase?

Não. Os estudos demonstraram uma redução significativa do risco de metástase à distância ou morte, mas não sua eliminação. A possibilidade de recorrência permanece, tornando necessário o acompanhamento médico após o tratamento.

Quais são os primeiros sintomas do melanoma?

Os sinais mais comuns incluem alterações no tamanho, formato ou coloração de pintas, surgimento de lesões pigmentadas diferentes das demais e mudanças progressivas na aparência da pele. Algumas lesões também podem apresentar sangramento ou coceira. Qualquer alteração suspeita merece avaliação médica.

Pessoas que já tiveram melanoma precisam continuar acompanhando a pele?

Sim. O histórico de melanoma exige acompanhamento individualizado, considerando o estágio da doença, os tratamentos realizados e o risco de recorrência. O seguimento permite identificar alterações suspeitas, avaliar a recuperação e orientar medidas de prevenção.

“Para um paciente, ter mais tempo livre do melanoma é, por si só, um benefício significativo.”

Dra. Georgina V. Long


Análise complementar: evidências científicas e fontes

A combinação da vacina e do pembrolizumabe apresentou resultados positivos em fase 3

O estudo INTerpath-001 demonstrou uma redução relativa de 42% no risco de recorrência ou morte em pacientes com melanoma cutâneo de alto risco, após cirurgia. O resultado reforça o potencial da terapia individualizada, mas o acompanhamento continua para avaliar seus efeitos de longo prazo.

Fonte: The ASCO Post, 26 de outubro de 2026.

Consultar os resultados do estudo de fase 3

O acompanhamento de cinco anos confirmou a persistência dos benefícios da combinação

A pesquisa KEYNOTE-942, publicada no Journal of Clinical Oncology, apresentou resultados de cinco anos mostrando reduções relativas de 49% no risco de recorrência ou morte e de 59% no risco de metástase à distância ou morte, em comparação ao pembrolizumabe isolado.

Fonte: Journal of Clinical Oncology, 2026.

Consultar o estudo científico no PubMed

A medicina personalizada utiliza informações genéticas do tumor para orientar a resposta imunológica

O intismeran autogene é desenvolvido a partir da identificação de mutações individuais do melanoma. Essa estratégia permite selecionar neoantígenos específicos, utilizados para estimular o reconhecimento das células cancerígenas pelo sistema imunológico.

Fonte: Moderna, atualização científica de outubro de 2026.

Consultar a explicação sobre o mecanismo da vacina

A segurança da nova combinação precisa ser acompanhada

No estudo de fase 3, febre, fadiga e dor no local da aplicação estiveram entre os efeitos adversos observados. Embora os resultados de segurança sejam considerados administráveis no contexto clínico pesquisado, a decisão terapêutica deve considerar os riscos individuais.

Fonte: Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), outubro de 2026.

Consultar o comunicado científico da ESMO

O melanoma exige atenção devido ao seu potencial de disseminação

O INCA classifica o melanoma como o tipo mais agressivo de câncer de pele, principalmente por sua capacidade de alcançar outros órgãos. O reconhecimento de lesões suspeitas e a investigação precoce contribuem para melhorar as perspectivas de tratamento.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Consultar orientações oficiais sobre melanoma

A proteção solar continua sendo fundamental para a prevenção

A exposição excessiva à radiação ultravioleta é um importante fator de risco para o câncer de pele. O INCA recomenda proteção física, busca por sombra, uso de filtro solar e redução da exposição nos horários de maior intensidade solar.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Consultar as orientações de prevenção do INCA

A nova terapia representa um avanço, mas ainda não comprova aumento da sobrevida global

Os resultados apresentados pela ESMO mostraram benefícios na prevenção da recorrência e da disseminação do melanoma. Entretanto, os dados de sobrevida global ainda não são conclusivos, sendo necessário um acompanhamento mais prolongado.

Fonte: The ASCO Post, outubro de 2026.

Consultar a análise sobre os benefícios e as limitações da pesquisa