Minha trajetória na medicina: da enfermagem à cirurgia oncodermatológica

Desde muito jovem, sempre tive um sonho claro: ser médico. Ainda menino, aos cinco anos de idade, eu já dizia para minha mãe que queria cuidar das pessoas. Esse desejo foi crescendo comigo e, mesmo diante de muitos desafios, nunca saiu do meu coração. Hoje, atuando como cirurgião de cabeça e pescoço, e com foco em cirurgia oncodermatológica aqui na Serra Gaúcha, posso dizer com orgulho que cada etapa dessa trajetória valeu a pena. Neste post, compartilho como transformei dificuldades em oportunidades e construí um caminho sólido e inspirador na medicina.

Uma paixão que resistiu ao tempo e aos obstáculos

Ainda no ensino médio, por volta de 1998, participei do projeto PEIS da Universidade de Santa Maria. Meu objetivo era claro: medicina. Porém, como aluno do ensino público, enfrentei limitações — sem internet, com poucos recursos e sem apoio externo. As notas não foram suficientes para ingressar em medicina, mas eu não desisti da área da saúde. Entre empacotar mercadorias ou estudar, fiz uma escolha estratégica: ingressei no curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, em 2001.

Durante a graduação, descobri o valor do cuidado e da dedicação ao próximo. Trabalhei, fiz concursos públicos e construí uma carreira sólida como enfermeiro. No entanto, o sonho da medicina seguia latente, como uma chama que jamais se apagava. Em 2012, tomei a decisão que mudaria novamente meu destino: retomei os estudos e me preparei para o vestibular de medicina. Dessa vez, estava mais maduro, estruturado financeiramente e com total autonomia.

No final de 2012, fui aprovado na Universidade de Caxias do Sul. Em cinco anos de muito esforço, conciliando trabalho à noite e estudo durante o dia, concluí minha formação médica em 2017, aos 34 anos. O caminho até ali foi duro, mas repleto de propósito.

Da cirurgia geral à paixão pela cabeça e pescoço

Durante a faculdade, meu interesse sempre esteve voltado para a área cirúrgica. Mas, já com idade mais avançada, eu me questionava: valeria a pena investir mais anos em residência, adiando o ingresso no mercado? Compartilhei essa dúvida com um professor experiente, e ele me disse algo que ecoa até hoje: “Se tu chegou até aqui, agora vai até o final”.

Foi com essa coragem que iniciei residência em cirurgia geral. No final desse ciclo, me vi novamente em uma encruzilhada: seguir como cirurgião geral ou me especializar mais uma vez? Foi aí que conheci a cirurgia de cabeça e pescoço, durante a própria residência, e me apaixonei pela complexidade dos casos, pelo perfil oncológico dos pacientes e pela possibilidade real de impactar vidas de forma significativa.

Decidi aprofundar essa vocação. Fui aprovado para a residência no AC Camargo Cancer Center, em São Paulo — o maior centro oncológico do Brasil. A formação aconteceu entre 2020 e 2022, durante a pandemia. Apesar do cenário desafiador, o hospital manteve seu foco exclusivo na oncologia, o que me permitiu aproveitar ao máximo a estrutura, os casos e os ensinamentos dos maiores nomes da área, como o Dr. Luiz Paulo Kowalski, uma referência internacional.

Estar naquele ambiente me deu clareza sobre o que é excelência em oncologia. Saber o que existe de mais avançado me permite hoje buscar o melhor para os meus pacientes, mesmo em regiões onde os recursos são mais limitados. Como costumo dizer aos residentes que hoje oriento: “o maior prejuízo do médico é não saber o que ele não sabe”.

O retorno à Serra e o foco na cirurgia oncodermatológica

Voltei para a região em 2022, motivado não apenas por minha formação técnica, mas também pelo desejo de aplicar tudo o que aprendi em benefício da nossa comunidade. Bento Gonçalves e Caxias do Sul têm uma população majoritariamente de origem europeia, com pele clara e histórico de exposição solar intensa — uma combinação que eleva os riscos de câncer de pele.

Foi observando essa demanda crescente que decidi concentrar meus esforços na cirurgia oncodermatológica. Desde a época da enfermagem, sempre tive afinidade com o cuidado da pele, principalmente no tratamento de feridas. Agora, como cirurgião, pude canalizar essa paixão em algo ainda mais transformador: diagnosticar, tratar e oferecer alternativas modernas a quem enfrenta doenças de pele graves.

Durante minha formação no AC Camargo, tive contato com técnicas de ponta, como a cirurgia micrográfica de Mohs, microscopia confocal e outros métodos de alta precisão. Essas experiências enriquecem minha prática diária aqui na Serra, onde trago um olhar moderno e qualificado, sem abrir mão do cuidado humano que sempre guiou minha jornada.

Hoje, além do trabalho assistencial, tenho o privilégio de atuar como preceptor da residência médica no Hospital Geral de Caxias. Formar novos cirurgiões é mais do que ensinar: é aprender constantemente, revisar práticas e manter a humildade diante do conhecimento. Antes mesmo de cursar medicina, fiz mestrado com o desejo de seguir carreira acadêmica. A docência sempre foi para mim uma via de mão dupla: quanto mais ensino, mais aprendo.

A trajetória até aqui foi marcada por escolhas difíceis, esforço contínuo e muita resiliência. Mas também por conquistas gratificantes, oportunidades únicas e um sentimento genuíno de missão cumprida. Da enfermagem à cirurgia de cabeça e pescoço, da sala de aula à sala de cirurgia, meu compromisso segue o mesmo: cuidar com excelência e humanidade. E isso, para mim, é a verdadeira essência da medicina.

Esta postagem é completamente original, criada a partir do nosso próprio vídeo, referenciada em informações da internet e aprimorada com tecnologia de inteligência artificial.

Perguntas frequentes (FAQ)

Como foi conciliar trabalho com os estudos de medicina?

Foi um dos maiores desafios da minha vida. Trabalhei à noite como enfermeiro enquanto estudava durante o dia. Exigiu disciplina, foco e muita determinação.

Por que escolheu a cirurgia de cabeça e pescoço?

Durante a residência em cirurgia geral, me encantei pela complexidade e pelo impacto real na vida de pacientes oncológicos. A área exige preparo técnico e sensibilidade.

O que motivou seu retorno à região da Serra?

Queria aplicar tudo o que aprendi nos grandes centros em benefício da comunidade local, especialmente com foco em câncer de pele, uma demanda crescente aqui.

Qual é o seu papel como preceptor na residência?

Participo da formação de novos cirurgiões e alunos de graduação, compartilhando experiências, discutindo casos e promovendo um aprendizado mútuo.

"Transformei as dificuldades em oportunidades para seguir meu sonho."

Análise complementar, com base na internet:

Por que escolher um cirurgião experiente para câncer de pele

Escolher um cirurgião especializado em câncer de pele faz toda a diferença nos resultados funcionais e estéticos. Em tumores localizados no rosto, pescoço, couro cabeludo ou orelhas — áreas com grande impacto estético — a experiência do profissional garante remoção precisa, menores taxas de recidiva e melhores cicatrizes. Um cirurgião oncológico capacitado entende a importância das margens cirúrgicas seguras e da preservação máxima do tecido saudável. Segundo o Ministério da Saúde, buscar avaliação rápida com um especialista é essencial para diagnóstico precoce e melhor prognóstico (Ministério da Saúde).

Cirurgia micrográfica de Mohs — precisão, segurança e alta taxa de cura

A cirurgia micrográfica de Mohs é reconhecida mundialmente como o padrão-ouro no tratamento de câncer de pele não melanoma, especialmente em áreas críticas. Com taxas de cura superiores a 99% em tumores primários, essa técnica é a mais eficaz para preservar tecido saudável e alcançar resultados estéticos superiores. Ela permite examinar todas as margens em tempo real, reduzindo a necessidade de novas cirurgias e proporcionando mais segurança para o paciente. Para quem busca um tratamento de câncer de pele de alta precisão, a Mohs é uma das opções mais recomendadas (Skin Cancer Foundation).

Importância do diagnóstico precoce e equipe multidisciplinar

O câncer de pele representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura para mais de 90%, especialmente em casos de carcinoma basocelular e espinocelular. Para atingir o melhor resultado, o ideal é contar com uma abordagem multidisciplinar que inclua dermatologista, cirurgião oncológico, oncologista clínico e radioterapeuta. Essa integração garante um planejamento individualizado e maior segurança em cada etapa do tratamento. A atuação conjunta potencializa os benefícios da cirurgia oncodermatológica e reforça a importância de buscar atendimento especializado cedo (Dr. Rafael Oliveira).

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